120 de Ciência: treino aeróbico é eficaz no aumento da tolerância ao exercício funcional
O estudo desenvolvido pela docente da ESEP, Bárbara Gomes permitiu concluir que o programa de treino aeróbico é seguro, viável e eficaz no aumento da tolerância do exercício funcional e da independência funcional em pacientes admitidos no hospital com insuficiência cardíaca descompensada.
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O programa de treino aeróbico é seguro, viável e eficaz no aumento da tolerância do exercício funcional e da independência funcional em pacientes admitidos no hospital com insuficiência cardíaca descompensada. Esta conclusão resulta do estudo desenvolvido pela docente da ESEP, Bárbara Gomes, em coautoria com outros investigadores.

A investigação teve como objetivo analisar o efeito de um programa de treino aeróbico na tolerância do exercício funcional em paciente com insuficiência cardíaca descompensada; avaliar os efeitos de um programa de treinamento aeróbio na independência funcional e na dispneia durante as atividades de vida diária.

O artigo intitulado “The effects of early rehabilitation on functional exercise tolerance in decompensated heart failure patients”, publicado na revista Clinical Rehabilitation, contou com um ensaio clínico aleatório controlado com seguimento na alta clínica. Foram analisados os dados de oito hospitais, entre setembro de 2017 e março de 2019.

Os pacientes admitidos no hospital foram aleatoriamente designados para a diretriz usual de cuidados de reabilitação recomendados, grupo de controlo, ou para o programa de treino aeróbico, grupo de exercício. A tolerância ao exercício funcional foi medida com uma caminhada de 6 minutos no momento da alta hospitalar.

Os resultados demonstram que, no total de 257 pacientes, o grupo de exercício apresentou uma diferença significativa comparativamente com o grupo de controlo. O programa de treino favoreceu os pacientes no que diz respeito à independência funcional.

Assim, foi possível concluir que o programa de treino aeróbico é seguro, viável e eficaz nos doentes hospitalizados admitidos com insuficiência cardíaca descompensada.

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