Estudo revela a importância da identificação dos pacientes no ambiente hospitalar
ESTUDO REVELA A IMPORTÂNCIA DA IDENTIFICAÇÃO DOS PACIENTES NO AMBIENTE HOSPITALAR
A identificação do paciente é considerada parte fundamental do processo de cuidar e um recurso relevante para as práticas de segurança no ambiente hospitalar.
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Nas últimas duas décadas, têm-se destacado iniciativas para desenvolver intervenções que permitem prevenir e reduzir os erros hospitalares. O aumento do uso de tecnologia ampliou a segurança na administração de medicamentos, a implementação de listas de verificação contribuiu para o declínio de erros cirúrgicos e a aplicação de procedimentos de segurança reduziu a incidência de infeções hospitalares. Ainda assim, uma importância considerável deve ser dedicada aos erros de identificação do paciente.

O estudo “Interventions to Reduce Patient Identification Errors in the Hospital Setting: A Systematic Review”, publicado no The Open Nursing Journal, pelo docente da Escola Superior de Enfermagem do Porto, Paulo Marques, em coautoria com Helena De Rezende[1], Marta M. Melleiro[2] e Timothy H. Barker[3], pretendeu fazer uma revisão sistemática da literatura sobre intervenções para reduzir os erros de identificação do paciente em ambientes hospitalares.

Nesta revisão sistemática foi utilizada a Metodologia do The Joanna Briggs Institute (JBI), foram incluídos 2943 estudos, publicados até março de 2020 em inglês, português e espanhol em oito bases de dados.

Os autores concluíram que, estratégias educacionais inovadoras são fundamentais para que os profissionais de saúde comecem a considerar a identificação do paciente como uma parte inicial e essencial do cuidado seguro. Além disso, essas intervenções precisam envolver pacientes e familiares para aumentar a consciência da sua importância no processo de identificação do paciente para garantir práticas seguras.

Os responsáveis do hospital devem implementar processos transparentes e protocolos de identificação abrangentes desde a admissão do paciente até a alta, envolvendo toda a equipa responsável pelo atendimento direto ou indireto ao paciente e implementando pulseiras de identificação com identificadores padronizados. Além disso, os líderes devem fornecer recursos de tecnologias de informação testados e validados com base nas necessidades e prioridades da organização que fortaleçam a segurança da identificação do paciente, como leitores de código de barras e sistemas de computador seguros para pedidos e documentação.

Os autores recomendam ainda a futura pesquisa de alta qualidade para examinar os sistemas de tecnologias de informação e educação da equipa, com crescente participação dos utilizadores do serviço na mitigação de erros de identificação do paciente que resultam em perdas graves e custos desnecessários em saúde.

Apesar das limitações, esta revisão contribuiu para o conhecimento atual das práticas de identificação do paciente para melhorar a segurança do paciente em ambientes hospitalares.


[1] Kingston University London

[2] Universidade de São Paulo

[3] Universidade de Adelaide, Australia

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